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Wertheriano

Fico a anelar tua beleza ao longe.
Sou desgraçado por privar-me das tuas mãos;
Sou miserável em condenação!
Angustiado na tormenta da fonte...

Bela calpígia que teu andar trai;
Minha carne trêmula decai:
Ouço apenas sussurros
E aflito eu me esconjuro.

Covarde! Por não tomá-la nos braços.
Fustigo a pólvora e a cova,
Anseio desprender-me de teus laços.

Werther em mim habita e aprova,
Coçar os dedos, lustrar os sapatos;
Na despedida mais que melancólica.
Humberto Amorim
Enviado por Humberto Amorim em 12/07/2006
Código do texto: T192604

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Sobre o autor
Humberto Amorim
Euclides da Cunha - Bahia - Brasil
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Humberto Amorim