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O Baluarte

Perdido, trêmulo e infeliz lá estava na pedra fria
O baluarte dos humilhados, filho da sangria
Ao redor, corpos fétidos, estraçalhados pela aflição
um gotejar de água suja, sopro da alienação

Tudo mal iluminado, gritos de agonia
Algumas mãos cálidas, raquíticas, uma elegia
Sombras ilusórias projetadas no chão
Gemem, sentem medo do abandono, da solidão

Sem humanidade, sem piedade
Ergue-se o baluarte, ansioso pela angústia
Sedento pela miséria alheia, tudo à sua vontade

Ninguém o vê, ninguém lhe faz canção
Enquanto sopram seu desespero
Seus passos lentos anunciam a degeneração.
Humberto Amorim
Enviado por Humberto Amorim em 13/07/2006
Código do texto: T193262

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Sobre o autor
Humberto Amorim
Euclides da Cunha - Bahia - Brasil
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Humberto Amorim