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O poeta

                        Para o amigo Irio, o Poeta Pobre

Em cada banco sombreado na praça
sentava e pensava na vida,
no simples, no puro, na graça
de cada palavra contida

no roto caderno que, ufano, se abraça;
pensava no encontro da rima perdida,
na noite vazando a vidraça que embaça
esperando uma lassa paixão escondida.

Sabia o porquê da cobiça e da fome,
exultava e falava na reencarnação;
de ego pequeno, menor que seu nome

dizia que era um'alma apagada no fim
do universo em busca de evolução;
e se foi sobre as asas de um Querubim.
Chaplin
Enviado por Chaplin em 30/07/2006
Código do texto: T205546
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Sobre o autor
Chaplin
Rio Grande - Rio Grande do Sul - Brasil, 71 anos
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Chaplin