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ORAÇÃO À POESIA



Minha poesia divina
dos menestréis do passado,
vem me fechar a retina
na hora em que eu for chamado.

Cerra de leve a cortina
no caixão, em que, deitado,
vá conduzido, e em surdina
canta uma ária ao meu lado.

Braços abertos em cruz,
sê força - calor e luz
que marque o chão da saudade.

Perpétua no meu esquife
como no mar o arrecife,
vela a minha eternidade.

joaojustiniano@tererra.com.br
www.joaojustiniano.net
João Justiniano
Enviado por João Justiniano em 11/08/2006
Código do texto: T214306

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Sobre o autor
João Justiniano
Salvador - Bahia - Brasil, 96 anos
619 textos (19599 leituras)
13 e-livros (1027 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 00:44)
João Justiniano