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O DIA EM QUE O CORVO MORREU

(…)
Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
(…)
“Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Diz-me qual o teu nome lá nas terras infernais”.
Disse o corvo: “Nunca mais”.

        In O CORVO de Edgar Allan Poe,
        na tradução de Fernando Pessoa.


               ***

Naquele dia, em negra calmaria,
Arguto caçador – frio demais –
Extravasou instintos ancestrais
E de chumbo pintou a luz do dia!...

Nem sequer tua lúgubre canção,
- Aquela que produz sons infernais –
Poderemos agora ouvir jamais
Por causa da cruel detonação!...

Partiste sem dizer, o “Nunca mais”
Tal como já disseras tantos mais! …
Foge a vida sem ter contemplação…

E tu, tão negro como a própria morte,
Corvo, que não previste a tua sorte,
Assim foste sem ter nosso perdão!



HENRICABILIO
Enviado por HENRICABILIO em 28/08/2006
Reeditado em 12/06/2007
Código do texto: T227407
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
HENRICABILIO
Caldas Da Rainha - Leiria - Portugal, 55 anos
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