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Existência pútrida

A borda de ouro do retrato que te imortaliza,
já não brilha mais com o mesmo vigor,
antigo dourado, pulsante de vida,
brilho decadente, trazido da dor,

As tintas do quadro estão desgastadas,
rosto distorcido que me iludiu,
tantas falsidades, palavras forjadas,
mulher tão ambígua, de índole vil,

Eis que me encaras, ó, obra tão suja,
de beleza fria, noites de coruja,
por qual foi o motivo que eu lhe pintei?

Embora tão nobre a resposta esperada,
é um sentimento de chama apagada,
a imagem pintada porque te amei.
Sapo
Enviado por Sapo em 31/08/2006
Código do texto: T229668
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Sobre o autor
Sapo
Belém - Pará - Brasil, 27 anos
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