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Soneto do sujeito incorrigível

Ame-a ou deixe-a, ela é mui exigente
Assim, sim, a mulher minha, enfadonha
Também; e tão medonho, sem-vergonha
Eu sempre, sem dinheiro, displicente.

Ela tenta que eu largue da aguardente,
Pede, amigavelmente, que a maconha
Também eu tente; mas eu sou beronha,
Vagabundo e bebido, tão indecente!

Perguntais: ‘O que vê ela nesse homem?’
Ah! Mas isso nem Deus acho que explica.
Talvez ela tampouco, tal qual ontem

Sem mais, ela me deu, creio, ultimatum,
Sem antes explicar que significa
Essa palavra rara, agra, incomum.
Cirilo
Enviado por Cirilo em 02/09/2006
Código do texto: T231239
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Sobre o autor
Cirilo
Caxias do Sul - Rio Grande do Sul - Brasil
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