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Soneto 4

O amor não tenho, e sem mais vo'à procura:
e ardo em fogo, e seco em gelo, e uso pena,
e o mundo passado é vida futura,
e nad'espero a não ser morte plena.

Tal é à maldição qu'em mim não se cura:
e me atormenta, mas já sendo amena,
pois então seja, do amor, à tortura
o meu céu e também à terra serena.

E eu desespero, quando aqui encontro este
amor sem me amar, e sem vida vivo,
quero apaixonar-me, e ter dor que preste.

Voando sem voar, viso e me privo:
Que'mporta se à dor est'alma moleste?
Sou de fogo e gelo, e um querer avivo.
 
Aprendiz
Enviado por Aprendiz em 04/09/2006
Reeditado em 04/09/2006
Código do texto: T232779
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Sobre o autor
Aprendiz
São Paulo - São Paulo - Brasil, 31 anos
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