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Soneto sem graça

                              Resposta ao “Poema com graça”
                              de J.P. Nobre

Enquanto eu for tu'amada, tua rainha,
não deixarei que tua barbaça crie mofo;
cuidarei dessa carcaça tão magrinha,
com os próprios lábios untarei teus tofos.

Se em teus versos sou pra ti o quero-quero,
nos meus sonhos és pra mim o beija-flor;
se nos líros da charneca eu te espero,
nas verbenas corro atrás do teu amor.

Se a canície já te achega, pouco importa,
seremos eu e tu, então velhinhos
bem gordos, e isso me conforta.

Dois giestais por entre os rosmaninhos
deixando a graça entrar por nossa porta;
viveremos sempre assim, na lipemia dos carinhos.
Chaplin
Enviado por Chaplin em 05/09/2006
Código do texto: T233544
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Sobre o autor
Chaplin
Rio Grande - Rio Grande do Sul - Brasil, 71 anos
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Chaplin