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OH, LUA, VÓS QUE LEDA, ORA TÃO INSULSA

Oh, lua, vós que leda, ora tão insulsa,
vê à terra e tod'à su'austeridade,
se conheceis da guerr'à liberdade,
cham'este meu amor, a que à vida expulsa.

E s'em vosso semblante à íris soluça
por afago, e atenção, e também bondade,
podes fitar-me, e ouvir-me, a claridade
da noite, este soneto que ti aguça.

Pois sabes que no vosso seio enterra
à minha inspiração, e meu reles canto,
e minha calma, e tod'à minha guerra.

E eu temo, e eu espero, eu caio em puro pranto,
e subo ao céu por vós, mas volto à terra
onde vivo, onde ti'spero, e ti encanto.
Aprendiz
Enviado por Aprendiz em 06/09/2006
Código do texto: T234313
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Sobre o autor
Aprendiz
São Paulo - São Paulo - Brasil, 31 anos
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