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Soneto de fúria

A beleza é a feiúra;
A feiúra é o normal;
A sua face não responde o valor da altura
E a mascara de fantasma que trago no rosto é banal.

Não posso massacrar o teu belo rosto pedestal,
Mas por outro lado posso me calar.
Por que os seus dias de glorias estão no final,
Já que ninguém quer mais te adorar.

Sinta-se o máximo das tormentas,
Pois os pássaros passarão a te usar
Como um lindo deposito de excremento.

As lágrimas rolarão pelo seu rosto,
Talvez em forma de fezes perfumadas
E a noite meu gozo sentirá o seu belo gosto.
Edmir Junior
Enviado por Edmir Junior em 07/09/2006
Código do texto: T234613
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Sobre o autor
Edmir Junior
Juripiranga - Paraíba - Brasil, 30 anos
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Edmir Junior