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Revividas Dores

Há quem maltrate a própria ferida
Para ainda mais ver derramar,
Vertido sangue,mágoa sentida,
Pretexto novo pra se lamentar.

Mas o poeta é,de si mesmo,ladrão
Quando rouba, só para se inspirar,
A paz que velava seu coração
Antes de a angústia despertar.

A morte domina,então,os sentimentos
Dessa alma em que são ressuscitados
Tão antigos e tenazes sofrimentos.

E até mesmo os versos hão de reconhecer
Que,pela dor do poeta,são vivificados
Nas tantas vezes que ele pode morrer.



Heli Paula
Enviado por Heli Paula em 10/09/2006
Reeditado em 10/09/2006
Código do texto: T237226
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Sobre a autora
Heli Paula
Campos dos Goytacazes - Rio de Janeiro - Brasil, 38 anos
225 textos (9589 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 20:00)
Heli Paula