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ISONOMIA

Amiga VILMA OLIVEIRA, ao escrever este soneto, vi alguma conotação com o estilo do seu Ilustre conterrâneo Mestre em poesia bem feita: Augusto dos Anjos. Então lembrei-me de você


Em seu grabato em morbo deletério,
Roubou-lhe ao mundo no habitué decesso
E foi para a algidez do cemitério
Alimentar a terra o novo egresso!

E a terra em seus direitos, sem critério,
Faminta, roeu-lhe as carnes com sucesso,
Num festival de excêntrico cautério
Ponto final no contumaz processo.

Na excrescência famígera do orgulho
Além da fanfreluche, não há nada
Só cabelo e ossos — mortuário entulho.

É a isonomia pura, de nomeada
Que engole rei e escravo, em tal embrulho,
E zera tudo em cova acomunada!
Lucan
Enviado por Lucan em 11/09/2006
Código do texto: T237938
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Sobre o autor
Lucan
Salesópolis - São Paulo - Brasil, 85 anos
1985 textos (86938 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 05:06)
Lucan