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O diálogo da arte com o poeta

- "Vamos, crie!" Em forte tom, exclamou a arte,
E disse: - "Os versos de oiro pelo mundo espalha.
Dos teus ombros sacode essa mortalha,
E exsurge ao sol para divinizar-te!

Vê: há beijos de amor em toda parte;
Deus um sorriso em cada flor entalha.
A cor, a luz, o som tecem a malha
Para a redoiça em que hás de baloiçar-te."

Responde o poeta: - "Se ninguém me escuta,
Que tal cantar? O véu do templo cerra
Desde o zénite às plagas do nadir...

Aspiro à eterna paz branca, esperança, impoluta;
De mãos postas em cruz, olhando a terra,
A morte esperarei como um faquir!"
Rogério Guasti
Enviado por Rogério Guasti em 22/09/2006
Código do texto: T246432

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Sobre o autor
Rogério Guasti
Vitória - Espírito Santo - Brasil, 36 anos
333 textos (32419 leituras)
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Rogério Guasti