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Soneto de paixão como deserto das vontades

A paixão, cega errante, não me pertence
Ela me deixa esquivada de mim
A paixão, de todo em tudo não consciente
De ser deserto onde a vontade encontra fim!

A paixão é um deserto onde me perco e desterro
De um perder tão perdido que já me chamam louco
E vou me entregando e sem entregar-me de todo me entrego
E nem sou cautelosa para entregar-me de pouco em pouco!

A paixão é o deserto da vontade
Onde minha vontade de não sentir repousa
A paixão me rouba tão longa idade...

De habitar-me tal parasita ousa
A paixão ser deserto da forte vontade
Onde minha vontade de só senti-la me pousa!
dhália
Enviado por dhália em 29/09/2006
Código do texto: T252647
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Sobre a autora
dhália
Salvador - Bahia - Brasil
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dhália