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O FIM (soneto alexandrino)

Às vezes minha vida se afunda no espelho
Dos fartos pantanais do meu cruel destino...
Os vermes do ciúme e o rude escaravelho
Roem meu coração e as carnes de “menino”.

Ouço no céu distante um divino conselho,
Mas minh’alma se afunda num astral cretino...
Os vermes vêm à tona em sangue inda vermelho
Famélicos roedores de um mundo assassino.

E no micro universo, sem inspiração,
O poeta sem rima, chora a triste sorte,
Numa carnificina enterrada no chão.

Fora do cemitério que outro ser transporte
Essa mulher que amei de todo o coração
Na alegria da vida e na aflição da morte!
Lucan
Enviado por Lucan em 12/10/2006
Código do texto: T262649
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Sobre o autor
Lucan
Salesópolis - São Paulo - Brasil, 85 anos
1985 textos (86957 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 20:20)
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