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MULATA

Quero a mulata, imperatriz do solo,
tataraneta da africana escrava.
E tenho orgulho dessa amante ignava,
crioulo ao seio, português ao colo.

Teve um senhor ao mesmo tempo escravo
e amamentou irmãos de pai. Na escola,
mestra dos contos do país d´ Angola,
é a mãe, de fato, deste povo bravo.

Que brasileiro nega o sangue d´África?
Sentado nas poltronas de uma sala,
quem não confessa a origem da senzala?

Bendito o sangue que nos deu o tráfico,
e, confundido o português e o áfrico,
criou a mulata que o amor regala!
João Justiniano
Enviado por João Justiniano em 15/10/2006
Reeditado em 15/10/2006
Código do texto: T264807

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Sobre o autor
João Justiniano
Salvador - Bahia - Brasil, 96 anos
619 textos (19599 leituras)
13 e-livros (1027 leituras)
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João Justiniano