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"Fome"

Ardo caminho que me segues alma,
Ao falar-te da fome companheira minha,
Não me destes migalhas pois também não tinhas,
Só me destes lágrimas aonde pede calma.

Dei-me resto alma, fome louca,
Tão cruel fome que me seca corpo,
Dei-me o sonho, num sonhar já morto,
Dei-me o farelo que cai da tua boca.

Andas comigo alma caminhante,
Espera certo como é certo o instante,
Comer da boca de outra já comida,

Quase morto sinto alma minha,
Dentre meu corpo, ossos, carne fria,
Me carregue alma, meu alimento vida.


Rodrigo Obelar
Enviado por Rodrigo Obelar em 23/10/2006
Código do texto: T271584

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Sobre o autor
Rodrigo Obelar
São Paulo - São Paulo - Brasil, 35 anos
68 textos (2116 leituras)
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Rodrigo Obelar