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Nada...

É o começo de tudo, das veredas escuras
Como um barulho no abismo, de figuras mudas
Do nada nasce à vida, engenhosa ferida
Que encandeai a maturidade das frutas

Que passa no coração da gente, quando se recente
Um aperto no peito, como quem se desvanece
Como a negra nuvem passando,
anunciando a febril tempestade

É como o imenso calabouço escuro
Que aprisiona o que de mal se fez
Num crime insensato, absurdo

Que nunca terá volta, ou se desfez
Que se revela no profundo escuro
De um negrume sem saída que se enlaça duma vez
Paulo Poeta
Enviado por Paulo Poeta em 30/10/2006
Código do texto: T277738
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Sobre o autor
Paulo Poeta
Goiana - Pernambuco - Brasil, 38 anos
73 textos (2821 leituras)
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Paulo Poeta