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COISAS DE PALHAÇO

Cada vez que eu te via - cara franca,
Da máscara despido, irmão palhaço,
Repousando (à porfia) do cansaço
Entre o riso infantil das almas brancas,

E que já escarneceras da tristeza,
Repelindo pra longe o baixo astral,
Obriguei-me a jurar-te ser leal
E gargalhar contigo essa beleza;

Mas se voltas - mambembe - à dura lida,
Pantufas em arena de serragem
E suor sem aplausos nem comida,

E sei, mais por respeito à tua imagem,
Que estás fingindo rir pra não chorar,
Dá-me um querer chorar em teu lugar!
Pedro Nadie
Enviado por Pedro Nadie em 03/11/2006
Código do texto: T281055
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Sobre o autor
Pedro Nadie
Viamão - Rio Grande do Sul - Brasil, 87 anos
2 textos (35 leituras)
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