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Escusas

Infames versos meus! Com que direito
Castigas ao leitor tão educado,
E ao Poeta, aqui desrespeitado,
Por este arremedo tão malfeito?!

Como pode, assim, de qualquer jeito,
Ousar que um dia seja publicado?!
Imitação de poema! Deformado,
E de poesia, se vê, todo desfeito?!

Cadê o ritmo, a métrica e enfim
A melodia, cadê? – Mostre a mim
O que te pode chamar de poesia!

Responde-me então: “Sou tua cria!”
“Não tens talento nem pra folhetim!
“O que esperas da tua alma vazia?!”
Roberto Barros
Enviado por Roberto Barros em 03/11/2006
Código do texto: T281457
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Sobre o autor
Roberto Barros
São Manuel - São Paulo - Brasil, 60 anos
27 textos (1063 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 00:40)
Roberto Barros