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Meu berço

Jamais entenderás, amiga amada,
O que se passa aqui na minha mente:
Se de triste, me vês dando risada,
Ou se me vês em pranto, de contente.

Ninguém que já tentou entendeu nada,
Por mais que eu me faça transparente.
É a minha natureza. E foi herdada,
Da gênese de um mundo diferente.

É da alma do caboclo, do caipira,
Todo esse antagonismo que inspira
No toque da viola o som plangente.

Só pode entender mesmo, o matuto,
O estranho sentimento que é  fruto
Da origem cultural da nossa gente.

Roberto Barros
Enviado por Roberto Barros em 04/11/2006
Reeditado em 26/02/2007
Código do texto: T281843
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Sobre o autor
Roberto Barros
São Manuel - São Paulo - Brasil, 60 anos
27 textos (1063 leituras)
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Roberto Barros