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SONETO DOS SESSENTA E UM


Quero um presente que ninguém me dá,
nem o tempo, nem Deus... Nem a ilusão.
Voltar aos vinte anos, vinte e cinco...
Vamos dizer aos trinta, nem um mais.

Correr, jogar peteca para o alto,
braço estendido e firme, as pernas ágeis,
pular corda, chutar a bola em gol,
trabalhar, produzir, sentir-me útil.

Produzir para o filho e para o neto
(quero que fique o neto, por que não?),
produzir para a pátria e a humanidade.

Viver, meu Deus, cantar, sorrir, viver,
ter oito anos, trinta... Nem um mais!
Ir por aí, desafiando o tempo.
 
João Justiniano
Enviado por João Justiniano em 08/11/2006
Código do texto: T285913

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Sobre o autor
João Justiniano
Salvador - Bahia - Brasil, 96 anos
619 textos (19603 leituras)
13 e-livros (1027 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 16:41)
João Justiniano