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IDEAL


Era moço ao sair, levando uma esperança
e a algibeira vazia, em pós do meu destino.
Sobre urzes caminhei ao sol ardente e a pino,
sem complexos ou mágoa, alma tranqüila e mansa.

Transpus ermos à noite. A escalada não cansa
a quem persegue um sonho, um ideal genuíno.
Dia e noite, soalheira ou frio, era o meu hino
um cântico de amor e eterna confiança.

Confundido no bem, se o bem é o que suponho,
não recusei um sonho a quem pedia o sonho,
não recusei amor a quem amor pedia.

E afinal... Oh ilusão! Oh encantada esperança...
O longínquo ideal, a gente, não o alcança,
por muito que ande - dia e noite, noite e dia!
João Justiniano
Enviado por João Justiniano em 09/11/2006
Código do texto: T286724

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Sobre o autor
João Justiniano
Salvador - Bahia - Brasil, 96 anos
619 textos (19611 leituras)
13 e-livros (1027 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 17:34)
João Justiniano