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MENDIGO

Bendita seja a mão que embala o berço,
Bendito seja o lábio que sorri,
E a fé divina que debulha o terço,
Bendito quem na dor, está presente.

Sob a concha da noite escura e fria
Dorme o mendigo em duro e frio leito.
De madrugada o vento que assobia
Traz-lhe tuberculose ao magro peito.

Mas, nem um só lamento se ouve ou sente
Sair da murcha boca do indigente
Como se o Céu selasse o seu reclamo.

Até que expire, triste e sem direito
A um pouco de carinho ou de respeito...
Como ave solitária em tosco ramo.
Lucan
Enviado por Lucan em 13/11/2006
Código do texto: T290227
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Sobre o autor
Lucan
Salesópolis - São Paulo - Brasil, 85 anos
1985 textos (86948 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 02:34)
Lucan