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DUENDES


- Eu tenho a morbidez de toda a humanidade,
Já cometi milhões de crimes sem castigo.
De desastres fui causa, e por fatalidade,
Eu sou, no mundo inteiro, o grito do inimigo.

- Exercitei ações de bem, de caridade,
Do catre pobre e humilde, entrando no postigo,
Milhões, bilhões, trilhões do que é felicidade
Deixo em cada visita. A voz eu sou do amigo.

- O espírito do mal, em ser eu me comprazo.
Se ríspido me fala alguém, eu lhe revido
Brandindo-lhe, de pronto, a mão no pé do ouvido.

- O espírito do bem eu sou, nunca me atraso,
Se alguém me bate à face ou mostra-me o descaso,
Com meu terno carinho, alegre, comovido...
João Justiniano
Enviado por João Justiniano em 15/11/2006
Código do texto: T291977

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Sobre o autor
João Justiniano
Salvador - Bahia - Brasil, 96 anos
619 textos (19599 leituras)
13 e-livros (1027 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 02/12/16 20:44)
João Justiniano