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TERNURA

Tive um soneto matinal perdido,
Por causa das crianças barulhentas.
Xingando e resmungando enfurecido,
Para a rua saí, de infladas ventas.

Cinema, Um dramalhão aborrecido.
De novo em casa. O almoço. Idéias lentas.
A rede e a sesta. Mal adormecido,
Acordam-me as crianças barulhentas.

Irritado bocejo e saio fora
Aos gritos com o primeiro que aparece,
Pondo a turma a correr que se apavora.

Rindo sem medo num "papá" nasal,
A última dos sete me enternece,
Repondo-me o soneto em vesperal.

João Justiniano
Enviado por João Justiniano em 15/11/2006
Reeditado em 15/11/2006
Código do texto: T291989

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Sobre o autor
João Justiniano
Salvador - Bahia - Brasil, 96 anos
619 textos (19611 leituras)
13 e-livros (1027 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 11/12/16 02:44)
João Justiniano