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A ETERNIDADE

       
Quero desconhecida a minha morte,
que não se saiba nunca que morri.
Nem telefone a amigos, nem convite
para velório e enterro, para missa.

Se alguém sentir-me a falta e perguntar,
diga que viajei. A quem insista,
responda que não dei novo endereço,
desejo que ninguém saiba de mim.

Esconda minha amiga, sempre esconda,
o infausto até esquecer-me por completo,
meu gosto é descansar desconhecido.

É minha a eternidade, toda minha,
e aí, eu viverei em pó e lodo
junto aos bilhões do vulgo, de onde vim.

                               08-02-87.
 
João Justiniano
Enviado por João Justiniano em 26/11/2006
Código do texto: T302122

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Sobre o autor
João Justiniano
Salvador - Bahia - Brasil, 96 anos
619 textos (19607 leituras)
13 e-livros (1027 leituras)
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João Justiniano