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A morte de uma flor

Num prado áureo, morre uma flor -
Lábaro redolente de seu mundo.
O viso, dantes pulcro em vida e ardor,
Aos poucos, transmutando-se em um dos

Tantos nadas que flanam sem destino.
Não há mais flor, não há! Não há mais nada.
Seu manto alvinitente e velutino
Espedaçado ao vento da geada.

Esfalecido, como morto, o corpo
Que um dia a bela fronte apical
Lhe soerguera além do arqueador.

Que o gravem as marés transcedentais:
Num prado áureo, morre uma flor -
Silenciosa incógnita do caos.

(www.eugraphia.com.br)
Leonardo Antunes
Enviado por Leonardo Antunes em 29/11/2006
Reeditado em 29/11/2006
Código do texto: T304424

Áudio
A morte de uma flor - Leonardo Antunes
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Sobre o autor
Leonardo Antunes
São Paulo - São Paulo - Brasil, 33 anos
40 textos (2624 leituras)
40 áudios (1930 audições)
2 e-livros (75 leituras)
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Leonardo Antunes