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Agora só, na madrugada

Pra me manter tão triste e amargurado,
esta mulher, a quem eu amo tanto,
escondeu a ternura, o seu encanto,
esqueceu meu amor, deixou de lado.

Ó, mulher! Tu, que sabes como estou,
que viveste de perto a minha vida
em meu leito de amor, vens esquecida
agora desta paz que nos ligou?

Não te lembras do riso em minha boca?
Esqueceste o teu choro no meu peito
em momentos de dor? Eu hoje vivo

a amargura do adeus, certeza louca,
alucinada. E agora, só, no leito,
invado as madrugadas, pensativo.
Paulo Camelo
Enviado por Paulo Camelo em 03/07/2005
Código do texto: T30613
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulo Camelo
Recife - Pernambuco - Brasil, 68 anos
909 textos (260163 leituras)
36 áudios (10732 audições)
6 e-livros (1672 leituras)
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