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A dor da solidão

E vejo quão tristonha é a solidão,
mas não me entrego, eu luto até o fim.
E vejo que esta luta faz de mim
um bravo, porém sem compensação.

A luta me restaura as forças, faz
enorme bem a mim, para o meu ego,
aniquilando a dor. Mas, se me entrego
aos tristes pensamentos, não sou mais

aquele ser soberbo, tentador,
que tudo pode, tudo faz, não sou
o eterno amante; já passou meu tempo.

Eu não me entrego, e luto contra  a dor
da solidão. Se nada mais restou,
eu olho para mim e me contemplo.
Paulo Camelo
Enviado por Paulo Camelo em 03/07/2005
Código do texto: T30615
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulo Camelo
Recife - Pernambuco - Brasil, 68 anos
909 textos (260146 leituras)
36 áudios (10732 audições)
6 e-livros (1672 leituras)
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Paulo Camelo

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