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Soneto pra poesia

Soneto pra poesia

Dos primeiros traguinhos não me esqueço,
Minha vida, por ela é injetada;
Com seu cheiro inalado eu desconheço
Um prazer que supere o da danada;
 

Quando lúcido, tomo e enlouqueço;
Quando louco, se paro, eu sou um nada.
Entre lúcido e louco, eu amanheço
Traficando e ingerindo essa malvada.


Meu cigarro traz paz em demasia,
Não se rima ou se compra em todo canto;
São sonetos que um velho pai fazia.

Viciei-me, e por isso bebo tanto...
Essa droga que eu uso é a poesia,
Que alucina encantando o desencanto.

Galdêncio Neto
Poeta Galdencio Neto
Enviado por Poeta Galdencio Neto em 01/07/2012
Código do texto: T3755449

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Sobre o autor
Poeta Galdencio Neto
Sertânia - Pernambuco - Brasil, 41 anos
47 textos (4194 leituras)
9 áudios (431 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 26/09/17 13:35)
Poeta Galdencio Neto