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MOINHOS DE VENTO (soneto)




Ainda não esqueci em tantos anos
As setas aguçadas de ciúme
Partindo de teus olhos arcos-lume
Feitas dardos ferinos e insanos

Em mim ainda sangram incrustadas
Palavras tuas tão incoerentes
Chagas minhas antigas mas latentes
Que de vez só na tumba são saradas

De culpas inventadas me vesti
Fiz delas a couraça e resisti
Cedendo a quixoteiros desalinhos

Minha espada a palavra de Cervantes
No punho  “vês gigantes, são gigantes”
No gume  “vês moinhos, são moinhos”

Carmo Vasconcelos
Enviado por Carmo Vasconcelos em 17/08/2005
Código do texto: T43343
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Carmo Vasconcelos
Lisboa - Lisboa - Portugal
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