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Meu único e infinito amor

E, amargurado, quedo-me a pensar,
a matutar, imaginar a vida
em outras condições, sem despedida
e sem cobranças fúteis, sem ficar

vagando pelas ruas, noite alta,
a esperar que voltes para mim,
a me enganar que não chegou ao fim
o nosso amor. Eu sinto a tua falta,

e sentirei enquanto eu vivo for.
Não me permito agora imaginar
vivendo um outro amor, longe de ti,

pois és o único e infinito amor,
e amor assim não pode se espelhar
na falta que, inocente, cometi.
Paulo Camelo
Enviado por Paulo Camelo em 20/08/2005
Código do texto: T44074
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulo Camelo
Recife - Pernambuco - Brasil, 68 anos
909 textos (260298 leituras)
36 áudios (10733 audições)
6 e-livros (1686 leituras)
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Paulo Camelo

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