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O soneto e seus perfeitos


Ouvi Bilac conversando com estrelas,
vi as árvores de Flobela no Alentejo,
vi o deus-verme de Augusto, um sacrilégio,
dando um motivo pra Cecília entendê-las.

Ouvi Machado com o soneto de natal,
tirar a pedra de Drummond do seu caminho,
deixando os sapos de Bandeira ali sozinhos,
a coaxar Vinícius no amor total.

E foi assim que no percurso desta vida,
de tanto ouvir, sentir e ler estes poetas,
a minha alma foi quedando combalida,

meu coração pôs-se a bater na hora certa
de acordar-me a mente que não mais duvida,
que alguém deixa ao poeta uma porta aberta.





Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 17/09/2005
Código do texto: T51358
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Herculano Alencar
São Paulo - São Paulo - Brasil, 62 anos
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