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O pranto não suplanta a dor

Por mais que eleve o pranto ao infinito,
eu não suplanto a minha enorme dor;
coração num compasso sofredor,
batendo em baque surdo e esquisito

enquanto a dor corrói o meu viver...
Coração forte, bate devagar
e bem cadenciado, sem parar,
porém me prega peças no bater.

O peito explode em frêmitos febris,
eu sinto a têmpora se dilatar,
o corpo arder e a pressão subir.

Porém eu creio: em nada que se diz
num triste canto o amor possa expressar,
a minha imensa dor possa exprimir.
Paulo Camelo
Enviado por Paulo Camelo em 09/10/2005
Código do texto: T58059
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulo Camelo
Recife - Pernambuco - Brasil, 68 anos
909 textos (260147 leituras)
36 áudios (10732 audições)
6 e-livros (1672 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 02:47)
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