Entendo das noites insones no abandono 
Do silêncio coalhado em sarcásticos desenganos
Afugentando o sono,assombrando as madrugadas
Consumindo as horas com a melancolia enclausurada 

Adensando-se no vácuo dos turvos pensamentos
Expondo desnuda a face fria do sentimento 
Indiferente ao suplicante apelo do coração 
Querendo do fulgor vivido,a fogosa paixão 

Fazendo de conta que nada se perdeu
Num vazio,transbordante de adeus
Sorvendo das ternas lembranças delineadas
Desvanecidas em suspirantes anseios desamparados

O travo amargo do lastimoso descontentamento 
Que enraíza a dor e viça o cáustico sofrimento.
Serenlemos
Enviado por Serenlemos em 05/12/2016
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