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A lagoa

Logo após lancinante afastamento,
torno a ver-te ao recesso adormecida,
onde véu de áurea paz te dá guarida,
oh, formosa lagoa de ameno assento!

Como um canto oportuno de acalento,
a aragem balançou ramo sem vida,
sob o qual a razão foi esquecida,
numa noite que em vão ainda lamento...

Partiu por esta mesma estrada nua,
tão fulgurante quanto à imensa lua,
deixando-me à mercê da própria sorte.

Por instantes, vislumbro-a em ti, lagoa,
que entre enciclias surge e me atordoa,
e esquece-me que estou morto sem morte...
Reginaldo Costa de Albuquerque
Enviado por Reginaldo Costa de Albuquerque em 14/10/2005
Reeditado em 04/04/2010
Código do texto: T59659
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Sobre o autor
Reginaldo Costa de Albuquerque
Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil, 53 anos
114 textos (11133 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 13:38)
Reginaldo Costa de Albuquerque