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Ossos do ofício


O esqueleto curvo pelos anos,
que ostenta em seus ombros a caveira,
abrigou uma alma verdadeira,
que em vida fora de um parnasiano.

Não me recordo quem fora seu dono,
mas dos poemas eu me lembro ainda.
Com emoção na rigidez da rima;
verso toante, silabar ufano...

Serviu um só poeta toda vida,
que foi mumificado num poema,
com o nome de carcaça preferida.

Hoje, junto dos ossos um dilema:
Será meu Deus que, no apagar da lida,
morrer como poeta valha à pena!

Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 14/10/2005
Código do texto: T59729
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Herculano Alencar
São Paulo - São Paulo - Brasil, 62 anos
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