O CÓRREGO - Poesia Nº 52 do meu 5º livro "Resgate"

Do córrego ouço seu som de murmúrio,

Que ditoso tenta a minha absolvição,

Como fosse devolver-me em dó a razão,

A livrar culpas deste meu viver augúrio...,

...Sem prazeres no cantar do isolamento.

Que me defenda esta água em batismo,

Onde me entrego ao pulsar do lirismo,

A escorrer na minha face tal momento...,

...Sobre todas as formas desse não me amar.

Aqui em duplas correntes, a minha e a tua,

Eu ainda sofrendo, peço-a pra me ajudar...,

...Em penosas lágrimas na sua água nua;

Que serpenteando vai pro mar desaguar,

Meu regozijar puro que a ti se insinua!

Eduardo Eugênio Batista

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Setedados
Enviado por Setedados em 12/09/2017
Código do texto: T6112404
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