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O VENTO E A PENA

No teor fatal o qual no abismo finda,
Chora esse tempo aos corações sentirem
O esverdiamento morto, o "não sorrirem",
No tratamento de uma dor bem-vinda!

Todo esse caos que no íntimo prossegue
No mundo inteiro vive em neo niilismo,
O cáustico prazer do nietzschianismo
No ápice está... e o mau cristão persegue!

E por tais pensamentos metafísicos,
Vertiginosamente, me perturbo;
Durante o carnaval nos bosques físicos

Assente a maioria ao juízo surdo!
... E assim, no abandonar da estranha cena,
Curto, cá, com o olhar o vento e a pena...

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IMPLACÁVEL POETA E AMIGO FERNANDO CUNHA LIMA!!!


MOTO-PRÓPRIO DO VERSO MORTO

Se ao desembarcar do niilismo,
Meu verso morto pelo alvedrio,
Escorre no papel qual fosse um rio,
No leito seco cava o seu abismo.

Por morto range os dentes como cismo,
Cada poema esverdeado e frio,
Deixa marcas no leito de estio,
Ao mastigar a areia faz seu trísmo.

O calor sobe, a sacudir poeira,
Levanta o barro pela ribanceira, 
A face da poésis nos dá pena.

A brisa queima ao tocar o rosto,
Mostrando a obviedade do desgosto,
Ao ver o vento vir soprando a pena.

FERNANDO CUNHA LIMA, 14/11/2017

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INIGUALÁVEL, MEU GRANDE AMIGO E POETA GILBERTO OLIVEIRA!!!



*** NAU AO ABISMO ***

Cabisbaixo vai o poetastro sagaz
Analisando as loas do tal niilismo...
Niilismo que provocara cataclismo,
Na voz de Nietzsche, homem capaz.

Embora, o homem desafie o abismo
Descendo por obscuras escadarias...
Ignorando epitáfios na marmoraria.
Ah, grego e troiano no mesmo cismo!

Não se vê à metafísica nenhum metal
Nosso pensar é algo tão espiritual...
Penamos por penar abismus abaixo.

Daí, Nau-spiritus à pútrida matéria
No reboliço do vírus nas artérias...
Volta e meia, o poetastro cabisbaixo!

GILBERTO OLIVEIRA, 15/11/2017

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AFIADÍSSIMO POETA E GRANDE AMIGO, JOTA GARCIA!!!


ENTRE O SONHO E A FANTASIA

Se​ na vida não há nenhum sentido, 
Tudo mais se torna nulo e vazio.
Então viver é andar por um fio, 
Sobre um nada onde nada é contido. 

Se as coisas não têm significado, 
Se vivemos em eterna fantasia, 
Sem mais valores resta a poesia,
A única que habita os dois lados. 

Nela podem real e imaginário 
Conviver em perfeita harmonia 
Sem que haja o choque dos contrários. 

Ali o poeta faz o berçário.
Entre o sonho e a fantasia 
Gera a catarse de sua agonia. 

JOTA GARCIA, 15/11/2017

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MAGNÂNIMA POETISA ELENIR, A SIMPLESMENTE ROMÂNTICA!!!


A PENA, ESSA QUIMERA...

Ah, a pena, a pluma que o vento leva...
Que ao nosso olhar parece pequena,
Mas deveras profunda, se se considera
Que de tão leve, flutua serena...

Fossem as penas do mundo, as nossas,
O grande fator que do universo tornam,
A vida leve e talvez menos carregada
Dos resíduos que ao sol explanam

E sugerem que vida é feita de pó
Poeira que a pena carrega sem dó
Levando à nossa visão sentidas fossas

Que a vida e suas penas nos reserva
Mas que a um sopro vira quimera
De sabores, dores, e de tanto amor, regada!

SIMPLESMENTE ROMÂNTICA, 16/11/2017

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BRILHANTE FONSECA DA ROCHA!!!


PENAR

A pena quando pluma, baila e leve oscila.
Qual a gota de orvalho do Poeta, brilha.
Mas a pena pode ser bruta, solidão,
Como na folha de E. E. Cummings, indo ao chão.

A pena que condena e apena é de dar pena.
Mas quando, colorida, veste a seriema,
A pena se traduz em outro teorema...
Nem Tales, nem Pitágoras metem a pena!

Vencendo empenas aqui e lá galgando muros,
Apena é como Nietzsche e seu não futuro....
Flutua livre, por aí, na imensidão.

Dentre todas essas penas, afasto apenas,
Aquela que é ver de meus braços, ir-se Helena.
Cavalo de Tróia a depenar-me a razão!

FONSECA DA ROCHA, 18/11/2017
Poeta Carioca
Enviado por Poeta Carioca em 14/11/2017
Reeditado em 18/11/2017
Código do texto: T6171848
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Poeta Carioca
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 37 anos
511 textos (53775 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/11/17 19:49)
Poeta Carioca