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Poetalgia


Dói-me a poesia, essa quimera,
que açoita-me os versos noite e dia.
Dói-me, vez que a dor e a poesia
são irmãs siameses, bestas-feras.

Dói-me, a cada flor da primavera,
o verso que me deixa o coração
e, ao chegar na flor inda em botão,
forja a lembrança viva do que eu era.

Dói-me, porque a dor faz o poeta,
que faz da sua dor a flor aberta,
que fecha o ciclo da inspiração.

Dói-me, finalmente, porque a dor
é a quimera que, por onde eu for,
há de fazer-me ver na escuridão.
Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 23/08/2007
Código do texto: T621010
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Herculano Alencar
São Paulo - São Paulo - Brasil, 63 anos
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Herculano Alencar

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