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Mar desconhecido

Frente ao mar, quando o tempo ainda é cedo,
para um vulto de olhar soturno e baço,
trazendo ao peito um íntimo cansaço
e alma presa ao grilhão de algum degredo.

Quer desvendar-lhe o sal, dúbio segredo,
ora a desova abre da vida o laço,
ora a areia é um bordado de sargaço,
mas apenas compreende o próprio medo.

Vem de longe, de um porto já perdido...
É um náufrago de extinta caravela
buscando o seu eu, mar desconhecido.

Vai, é hora de vencer qualquer procela!
Esquecer perdas - pedras sem sentido!
Conquiste o mar inteiro a tua vela!...
Reginaldo Costa de Albuquerque
Enviado por Reginaldo Costa de Albuquerque em 22/10/2005
Reeditado em 04/04/2010
Código do texto: T62380
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Sobre o autor
Reginaldo Costa de Albuquerque
Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil, 53 anos
114 textos (11133 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 12:31)
Reginaldo Costa de Albuquerque