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Duelo Alexandrino

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Se não me tem por tão perfeito agora, “bingo”!
Se sou da pena um ponto ralo, um simples pingo
É que mereço apreço infindo, sem desdém.
Sou valor por mim mesmo no que me contém.
 
Verdade ser singela minha pobre sina.
Não ser múltiplo, sei, agride, fere e crina,
crivando-me de balas o cristal da tela.
Mas sou par, isso basta, quando me revela.
 
Os dissabores, brigas tão mesquinhas, nossa!
Revelam luta nua, brava, triste glosa
Não dispensando um fim, que seja claro em si.

Se somos própria música, que seja ‘mi’.
Lindas árias sem fim... Canção feliz, meu céu!
Descortinem-se, sim, revelem-se sem véu.

Juazeiro do Norte-CE , 4 de setembro de 2007
11h51min
Nijair Araújo Pinto
Enviado por Nijair Araújo Pinto em 04/09/2007
Reeditado em 26/01/2013
Código do texto: T638250
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Nijair Araújo Pinto
Crato - Ceará - Brasil, 46 anos
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