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DOR DE ALMA




Hoje tenho dores, mas é mais dor na alma
Que outra coisa qualquer, dor deste mundo
Tão desarreigado, onde o que falta é calma
Ao homem empreendedor e assaz fecundo.

E a dor é mais dor tamanha, quando vejo,
Atónito, que o ser humano não aprende,
Com os erros do passado, por isso prevejo,
Que um homem sem paz, jamais se rende.

Tudo me dói, nada me conforta ou conforma…
Nem as crianças, que já não sabem brincar,
Nem o ancião, que a jovem já não torna.

Ah, dêem-me um remédio qualquer, tudo é
Melhor a esta dor, que ora sinto a deslizar,
Por mim abaixo, como que fazendo finca pé.

Jorge Humberto
06/09/07




Jorge Humberto
Enviado por Jorge Humberto em 10/09/2007
Código do texto: T646269
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Sobre o autor
Jorge Humberto
Portugal, 51 anos
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13 e-livros (541 leituras)
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