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Corpo estranho

Poeta, esse ser alienado,
apêndice do mundo irreal,
vive, agudamente inflamado,
a supurar a massa cerebral

numa drenagem farta, intermitente...
como fosse  espuma em profusão:
Espasmos de lirismo e ilusão
em que o coração inunda a mente.

Faz-se, então, da musa, a arquitetura;
Do mundo de ilusão, a engenharia;
No apêndice talha-se a figura...

Pelos golpes da arte, a poesia.
Da convulsão, soberba criatura
que nasce pra matar tanta agonia.
Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 30/10/2005
Reeditado em 05/04/2008
Código do texto: T65523
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Herculano Alencar
São Paulo - São Paulo - Brasil, 62 anos
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Herculano Alencar

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