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Soneto

Se falso me parece o amor, talvez delito,
Sigo a declarar-lhe a imensa inverdade,
A compreensão da quimeral eternidade
Que fugaz se desvanece – mas insisto.

Se inútil me parece tal conflito,
E profundíssimo tédio me invade,
Execro o venenoso lirismo que arde
Mentiroso e vazio – da busca desisto.

Não mais me importa sua ignóbil essência,
Suas manobras obscuras, seu abismo largo,
Canções de insanidade em liras de demência.

Clamarão os tolos, chamar-me-ão amargo,
Vendo-me seguir na amaldiçoada ciência
Do que chamam amor – ou anátema e letargo.
Cynthia França
Enviado por Cynthia França em 18/09/2007
Código do texto: T658328
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Sobre a autora
Cynthia França
Recife - Pernambuco - Brasil, 34 anos
7 textos (185 leituras)
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Cynthia França