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Corte profundo

Uso palavras simples e bobas, por vezes,
Palavras de criança, sem muita estrutura,
Busco por dentro e, com alguns reveses,
Elas são tolamente banhadas de brandura;

Trago umas palavras chorosas de saudade,
De coisas que pressinto ou sonhos que vivi,
Outras, as palavras mescladas de verdade,
De desejos insanos e dos amores que pari;

Às vezes, busco uma palavra perdigueira,
- saio desembestada e louca atrás dela -
Cavoco à unha, fuço, vasculho a clareira,

Não a encontro e me quedo em descrença
Na inútil busca da expressão pura e bela:
A palavra sincera que faria toda diferença.

http://versosprofanos.blogspot.com/
Maria Quitéria
Enviado por Maria Quitéria em 19/09/2007
Código do texto: T659312

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Sobre a autora
Maria Quitéria
São Paulo - São Paulo - Brasil
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