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Elêusis

Faz muito tempo... O bosque verdejando...
Às vezes lembro-as, ninfas tão formosas,
livres à beira d'água e ao sol folgando,
qual ramos de inocentes, castas rosas...

Da mata entre as ramadas silenciosas,
eu, fauno impúbere, erro à toa quando,
de repente a visão: frutas mimosas
e algodões negros, de ouro, irradiando...

Em pés de lã, mais perto chego. Observo...
Tudo ali me encantava e me prendia,
mas um vulto agitou-se lesto... um cervo!

Houve assombro e aflições e correria...
Receando um olhar, quedo me conservo.
E, após... um vento... um chilro... a calmaria...
Reginaldo Costa de Albuquerque
Enviado por Reginaldo Costa de Albuquerque em 02/11/2005
Reeditado em 04/04/2010
Código do texto: T66431
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Sobre o autor
Reginaldo Costa de Albuquerque
Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil, 53 anos
114 textos (11133 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 06:28)
Reginaldo Costa de Albuquerque