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"PÁRODO" (SONETO DE 16 VERSOS)

                        A propósito das indagações sobre o estilo (incomum)
                        que adotamos em nosso soneto "RIBANCEIRA".
                        Agradecendo aos visitantes e comentaristas e, espe-
                        cialmente, à Creusa Lima e à Bela Dona por seus co-
                        mentários sempre estimulantes e à Professora (dou-
                        tora em língua portuguesa) Janaína Moreira, por suas
                        críticas, sempre discretas, oportunas e instrutivas
                        (e, por tudo isso, também, muito estimulantes).
                        Sinceramente grato. Lobo.
                        ====================================

            "Estrambote" (em espanhol) ou, originariamente, "Párodo" é a expressão que designa os Sonetos no formato mais antigo de que se tem registro, atribuído a Sófocles (poeta grego - 495 a 405 A.C.), que os declamava na Ágora (praça pública), conforme relatou Aristóteles, em "Teatro  Grego" (tradução primorosa, direto do grego, de Jaime Bruna, da USP, Editora Cultrix, 1994, p. 46).
             Suas características principais são: poemas de 16 versos (2 quartetos, 2 tercetos e 1 dueto ou 3 quartetos e 2 duetos), polissíla-
bos e constituídos de duas orações articuladas, com rimas intercaladas(duplas ate o 12º verso e repetidas, trançadas nos demais versos) ou, mais raramente, encadeadas, e com temas  bucólicos (como as mudanças de estações do ano), mitológicos ou religiosos e com fechos, frequentemente, otimistas (como tentamos reconstituir no sonetículo: "RIBANCEIRA").
            O Soneto clássico (de 14 versos) foi criado no começo do século XIII, na Sicília, onde era cantado na corte de Frederico II da mesma forma que as tradicionais baladas provençais. Alguns o atribuem a Jacopo (Giacomo) Notaro, um poeta siciliano e imperial de Frederico, obra que surgiu como uma espécie de canção ou de letra escrita para música, possuindo uma oitava e dois tercetos, com melodias  diferentes.
            Após aderir ao humanismo e ao estilo barroco, o poema dos catorze versos acabou sendo desprezado pelos iluministas. No século XIX, ele voltou a ser cultivado, com mais fervor, por românticos, parnasianos e simbolistas, sobrevivendo ao verso livre do modernismo - que viria em seguida - até os dias atuais.
Lobo da Madrugada
Enviado por Lobo da Madrugada em 23/09/2007
Reeditado em 23/09/2007
Código do texto: T664434

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Lobo da Madrugada
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